quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O silêncio é a freqüência da alma

O silêncio é a freqüência da alma



Como é eloqüente o silencio da natureza, por exemplo, o silencio das estrelas, das noites, das alvoradas, dos mares, dos céus e dos horizontes.

Poderia ainda citar mais alguns tipos de silencio como, por exemplo, o silencio dos mosteiros, das casas de retiro, dos hospitais e o silencio de uma catedral, mas o silencio mais silencioso é o silencio de mim mesmo, ocasião em que ouço apenas o reclame da minha consciência.

Poderia também achar muito eloqüente e questionados o silencio da morte.

Existe também um silencio que é eterno.

É o silencio dos cemitérios onde a unanimidade é absoluta.



O silencio é um caminho necessário à meditação, quando a pessoa se retira para um local onde haja silencio, é sinal de que ela está necessitando se editar ou “me editar”.

É o momento da leitura de si mesmo ou uma auto-análise, para avaliar o seu existir ou a sua completude existencial.

Não podemos confundir esse estado anímico com a da contemplação, que normalmente também requer o silencio.

Ouvir o silencio não é um paradoxo.

O silencio tem o seu som característico sim, sabem bem disso os introspectivos, os extáticos, os poetas, os místicos ou aqueles que se submetem a uma introspecção de avaliação de si mesmo e do mundo.

Se não fosse assim não se exigiria o completo silencio para o exercício de um retiro espiritual.

O silencio muitas das vezes fala mais alto do que imaginamos.

Têm pessoas que escutam vozes no silencio de suas cabeças, talvez seja a voz da consciência; outras dizem que escutam ordens, aqui não sabemos se é uma doença mental ou uma possessão espiritual de baixo nível.

No silencio, quando anulamos ou apagamos a nossa própria mente, falamos diretamente com Deus, ou melhor, Ele fala conosco.

Pois, a sua freqüência é única que se houve, quando a nossa também é ouvida por Ele.

Deus sempre perdoa nosso pecados, pois Ele sabe que somos vulneráveis, imperfeitos e estamos e somos escravizados pela matéria e pelo pecado, mas sempre disposto a nos corrigir.

Nós humanos podemos e devemos nos perdoar uns aos outros, mas com relação aos próprios pecados, somente Deus e mais ninguém tem esse poder de perdoar.

Por isso dizemos que, para acessar a Deus, precisamos estar em silencio e com a mente anulada, pois esse é o momento de se editar ou o que normalmente se diz “meditar” ou “me aditar”

É nesse momento que Deus nos ajuda a fazer a leitura de nós mesmo, e nos indica os caminhos que deverão ser tomados.

Deus quando fez o homem teve muitos cuidados ao projetá-lo, por exemplo, deu-lhe dois olhos, dois ouvidos e uma boca. Dois olhos para que o homem visse com mais profundidade. Dois ouvidos para que o homem escutasse mais. E uma boca para que falasse menos.

O silencio também pode ser visto como uma virtude, que evita polemicas desnecessárias e brigas perigosas.

Façamos, então, como sempre dizia Rui Barbosa: “Diante de tanta ignorância, eu respondo com o meu silencio”.



São Tomás de Aquino, sempre dizia: “Eu temo o homem que conhece apenas um livro”. (Timeo hominem unius libri).

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