“A medicina cria pessoas doentes, a matemática, pessoas tristes, e a teologia, pecadores”
(Lutero)
Cada vez que assisto à TV, desanimo-me por demais com aqueles que se dizem sacerdotes cristãos e, por conseguinte, representantes da divindade na Terra.
Não agüento mais ver aquele padre vestido de papa, vendendo medalhinhas de Nossa Senhora. Isso para não falar das súplicas de R.R. Soares para que o espectador se torne um patrocinador de suas obras, inclusive duma TV por assinatura via satélite.
Para quem gosta de histeria e cólera, basta rodar o canal das TVs abertas para ver aquele outro “vendedor de bíblias”, vociferando contra tudo e todos e, alfim, solicitar ajuda para o seu ministério, em dólares, please!
Ainda tem pior: há a bispa siliconada da “Renascer Em Cristo”, outrora apenada nos EUA por vários delitos, no seu programa “de bem com a vida”, pregando a teologia da prosperidade, como se a pobreza fosse castigo divino.
Não podemos esquecer da masterpiece da cultura religiosa brasileira - a Igreja Universal do Reino de Deus-, que é o mais evidente produto de exportação da economia nacional e que, segundo denúncias, sustenta a segunda maior rede de TV e serve de logro para sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.
Acho que as igrejas, em regra geral, nunca foram tão permissivas, hipócritas e instrumento de manipulação da fé alheia como nos dias atuais. Isto porque, ao contrário da Idade Média, onde era explícita a malversação da Palavra Divina em prol de objetivos oblíquos, hoje, elas utilizam instrumentos bem mais aprimorados, tornando o fiel-seguidor uma vítima, muitas vezes, da vilania de um sistema castrador de liberdades individuais e mantenedor de situações nada condizentes com a realidade pregada por Jesus.
O pior é que essa manipulação se dá com o patrocínio obtuso do Estado que se denomina laico, mas que, na verdade, é casado oficialmente com o catolicismo, e vive a amizade colorida e libertina com o protestantismo.
Lembre-se das peripécias dos líderes paraibanos “católico” e “evangélico” em favor da mantença do Governador Cássio Cunha Lima no Poder. Recorde-se do Presidente Lula, junto com Edir Macedo, inaugurando a “Record News”.
Não sei se sou eu que não sou versado nas letras bíblicas, como denuncia um amigo meu ou se, ao revés, esses infaustos líderes de muitas das “igrejas” não entenderam, ou não o querem, a mensagem libertadora e verdadeira de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Jesus nasceu pobre e foi perseguido por instituições similares àquelas, cujos papéis, hoje, paradoxalmente, são exercidos pelas próprias igrejas ditas cristãs. Penso que, quando do Seu retorno para julgar a humanidade, teremos muitas surpresas, quando conhecermos o rol dos condenados e dos salvos.
Enquanto isso, mais importante do que se acostar institucionalmente a organizações, doar montas em dinheiro, é amar a Deus e ao próximo, trazendo para as vias de fato de nossos atos cotidianos, o manancial do amor prático, vivo e fértil, como ensinado pelo Cordeiro.
Em procedendo assim, independentemente de qualquer vertente religiosa humana, estaremos abrindo o nosso ser para a feliz morada do Espírito Santo e, conseqüentemente, integraremos o verdadeiro Corpo de Cristo, independentemente de templos de luxo, ornados a ouro e granito ou repletos de câmeras de TV de alta definição.
Igor Ricardo
domingo, 29 de agosto de 2010
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